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Saturday, April 14, 2007

Cinco Anos São Passados

Já noutro local deste blog (Universidade do Futuro: As Propostas) foi referida uma sugestão, de Janeiro de 2002, no sentido de todas as actividades académicas da FCT/UNL serem enquadradas numa escola internacional. Precisamente na mesma data do post, a imprensa internacional (Newsweek, Vol. CXLIX, N.º 9, 26 de Fevereiro de 2007) dava conta de «uma nova estratégia para construir uma Ivy League na Ásia». A notícia era que para travar a fuga dos mais qualificados e brilhantes para a Ivy League, algumas das melhores universidade Asiáticas estão a oferecer muitas, quando não a maioria das disciplinas em Inglês.

Dois factores se confrontam na Ásia: a demografia «estratosférica» e a incapacidade da maioria fazer face aos custos de uma educação de excelência no estrangeiro. Ora «quando a montanha não vem a Maomé …» a mais antiga e prestigiada universidade Sul Coreana, Yonsei , abriu, no início de 2006, uma escola, Underwood International College (UIC), com programas de quatro anos, totalmente em Inglês, para competir com as melhores universidades da Europa, EUA e atrair estudantes estrangeiros.

Yonsei é uma universidade privada, em Seoul, e começou com cinco cursos: Literaturas e Culturas Comparadas, Economia, Ciências Políticas e Relações Internacionais, Estudos Internacionais e Engenharia e Ciências Naturais. As bolsas de estudos para os alunos e os vencimentos dos professores são relativamente elevados.

Outras universidades de topo, tais como a Universidade da Coreia, também criaram, recentemente, programas de quatro anos exclusivamente em Inglês. A Universidade de Hong Kong e a Universidade Nacional de Singapura já usam extensivamente o Inglês. A prestigiada e privada Universidade Waseda, em Tóquio, tem a funcionar, desde 2004, a School of International Liberal Studies. As melhores universidades Chinesas estão também a aumentar a oferta de disciplinas leccionadas em Inglês. Para os estudantes, algumas das vantagens de disporem, localmente, de uma educação de nível internacional, para além de uma substancial poupança, é ficarem mais perto da família, amigos e manterem ou desenvolverem a sua rede de contactos.

O país que mais tem aderido a esta tendência é a Coreia do Sul. Segundo a Newsweek, em 2002, a Universidade da Coreia leccionava menos de dez por cento das suas disciplinas em Inglês. Em 2006, esse valor tinha subido para 35 por dento e prevê-se que atinja os 60 por cento em 2010.

De acordo com os dados publicados pela OCDE , em 2004, em Portugal, os alunos estrangeiros representavam uns modestos quatro por cento (pouco mais de dezasseis mil) do total dos alunos do ensino superior. A média na OCDE era de sete por cento. A nova Zelândia tinha 28 por cento e ainda mais, 37 por cento, em programas de investigação.

Está por estimar o número de estudantes dos países de língua Portuguesa, das comunidades Portuguesas e de outras nacionalidades que optariam por este tipo de ensino, em Portugal, assim como o montante das transferências para Portugal dos alunos que aqui estudam. O clima de relativa tranquilidade, para já não falar nos dias de Sol, que Portugal proporciona, são uma vantagem comparativa substancial, no Mundo conturbado de hoje.

As dificuldades em leccionar e estudar em Inglês, não são discipientes. A alternativa dos melhores alunos Portugueses irem todos estudar para o MIT, Purdue, Carnegie Mellon, Texas e Inglaterra e por lá ficarem, também tem muito de negativo. Parece não haver interesse de nenhuma universidade estrangeira de prestígio em estabelecer um campus em Portugal. A janela de oportunidade pode estar aí.

Como ninguém deu atenção em 2002, há cinco anos atrás, quando abrir a primeira escola com cursos em Inglês, à boa maneira Portuguesa, vão abrir logo mais vinte, ali mesmo ao lado, na Rua das Inglesinhas, uma transversal à Escadaria das Universidades, no Grande Centro Comercial da Beira Mar.

Viva Quem Vencer!

Tuesday, October 31, 2006

Alterações e Mais Valias

Proposta de Alteração da Portaria N.º 903/84 de 11 de Dezembro.
Curso de Licenciatura em Engenharia de Produção Industrial.

Virgílio A. P. Machado

Lisboa: FCT UNL
Dezembro 1987


... Quando a disponibilidade do corpo docente de Engenharia Industrial o permitir, espera-se poder suprir algumas deficiências pontuais do curso, oferecendo disciplinas de opção, nomeadamente, em: Segurança Industrial, Técnicas de Previsão, Planeamento e Projecto de Instalações, Teoria da decisão, Análise de Custos, Simulação e Manutenção.
...



Planeamento e Projecto de Instalações. Começou a funcionar em 1986/1987, lecccionada pelo autor da proposta acima citada.

Manutenção (Fiabilidade) Começou a funcionar em 1986/1987, lecccionada actualmente pelo Prof. José António Mendonça Dias. Contratado para o Grupo de Disciplinas de Engenharia Industrial, como Assistente Convidado, em 1992. Doutorado em Engenharia Industrial pela UNL, em 2002.

Técnicas de Previsão. Começou a funcionar em 1989/1990 e

Simulação. Começou a funcionar em 1991/1992, lecccionadas pela Profa. Ana Paula Ferreira Barroso. Contratada para o Grupo de Disciplinas de Engenharia Industrial, como Assistente Estagiária, em 1990. Mestrado em Investigação Operacional e Engenharia de Sistemas no IST da UTL, em 1994. Doutorada em Engenharia de Sitemas pela UTL, em 2003.

Análise de Custos. Começou a funcionar em 1997/1998, lecccionada actualmente pelo Prof. Rui Fernando Miranda Vieira. Contratado para o Grupo de Disciplinas de Engenharia Industrial, como Assistente Convidado, em 1989.

Modelos de Decisão. Começou a funcionar em 2001/2002, lecccionada actualmente pelo Prof. Virgílio António Cruz Machado. Contratado para a Secção de Gestão Industrial do Departamento de Engenharia Mecânica e Industrial, como Professor Associado, em 2000.

Higiene e Segurança no Trabalho. Começou a funcionar em 2004/2005, lecccionada pela Profa. Maria Celeste Rodrigues Jacinto. Contratada para o Grupo de Disciplinas de Engenharia Industrial, como Assistente Convidada, em 1997. Ph.D., Mechanical and Manufacturing Engineering, Occupational Safety pela The University of Birmingham, UK, em 2003.

Contraponto de Bach

Um Bacharelato em Engenharia e Gestão Industrial

Virgílio A. P. Machado
1999/12/05

A organização de um Bacharelato em Engenharia Industrial pode ter uma estrutura semelhante à de qualquer outro Bacaharelato em Engenharia. Um Bacharelato em Gestão ... é um Bacharelato em Gestão. Já a organização de um Bacharelato em Engenharia e Gestão Industrial oferece mais dificuldades.

Num bacharelato que se pretende ser em Engenharia, quer-se, também, introduzir uma componente significativa de Gestão. Como o número de anos lectivos e a escolaridade semanal de um Bacharelato têm valores finitos, para nele se incluirem disciplinas de Gestão, algumas outras vão ter que ficar de fora. Para os alunos aprenderem algumas matérias de Gestão, vão ter que deixar de aprender algumas outras.

Mas o que faz um Bacharelato é a sua duração em anos lectivos e, consequentemente, o grau de profundidade e desenvolvimento com que os assuntos são tratados ou, se se preferir, a maneira como as matérias são abordadas. Por isso parece ser possível organizar um plano de estudos a que se possa chamar Bacharelato em Engenharia e Gestão Industrial.

Só que não será, nem pode ser, um Bacharelato em Engenharia Industrial nem um Bacharelato em Gestão, nem a soma dos dois. Será, por outro lado, um Bacharelato que, para além de uma ou outra matéria comum às duas formações, combina algumas disciplinas de Engenharia Industrial e outras de Gestão.

Essas disciplinas serão aquelas que se pensa melhor corresponderem às necessidades de formação dos alunos. Serão tratadas com a profundidade e desenvolvimento que o tempo e a formação que for sendo adquirida pelos alunos permitirem.

Portanto, o Bacharelato em Engenharia e Gestão Industrial lá possível é, mas mais importante é responder à questão: Existe mercado para jovens com esta formação? Corresponde a uma necessidade dos empregadores? Os Bacharéis em Engenharia e Gestão Industrial encontrarão emprego (de preferência com facilidade e nas suas áreas de formação)? Várias maneiras de perguntar, mais ou menos, a mesma coisa.

A resposta parece ser afirmativa. Parece ser de utilidade para um grande número de empresas e outras organizações poderem dispôr de jovens que, para além de uma formação mínima em Engenharia Industrial, disponham de alguns conhecimentos em algumas áreas da Gestão.

A escolha das disciplinas, de ambas as áreas, a incluir no plano do curso poderá ser feita de acordo com as necessidades de formação dos alunos e dos empregadores. Alternativamente, essa escolha poderá ser feita por opção dos alunos, de entre um leque de disciplinas. Neste caso, cada bacharel colocar-se-á no mercado de trabalho com a sua formação específica, a somar a todas as suas outras características.

O que a escolha das disciplinas do plano de estudos terá sempre que ter em conta são os recursos disponíveis. Entre estes contam-se os docentes que, ou existem na instituição, ou terão que ser contratados.

Fonte: Fórum IPEI